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O deputado Geraldo Magela (PT-DF) disse, neste final de semana, em encontros com a militância do partido, que as eleições majoritárias no Distrito Federal não estão resolvidas, mesmo com o vácuo de poder aberto com a prisão do governador licenciado José Roberto Arruda (sem partido). “Tem gente aí que está de sapato alto, achando que já ganhou e até dividindo cargos no governo”, afirmou. “Eleição só se ganha depois de totalizado o último voto, até porque nosso principal adversário [o ex-governador Joaquim Roriz] é um candidato forte e precisamos reconhecer isso”.
Magela deveria participar no sábado, em duas cidades – Ceilândia e Recanto das Emas – de debates com ex-ministro Agnelo Queiroz, que não compareceu, alegando problemas de agenda. O deputado aproveitou a oportunidade para estreitar ainda mais seus contatos de 30 anos com a militância do PT e explicar os motivos que o levaram a disputar a indicação como candidato ao GDF. “Nas atuais circunstâncias, acredito que sou o melhor nome para conseguirmos a vitória”, salientou. “É preciso alguém com coragem para enfrentar Roriz e dizer que ele não pode voltar porque é o criador do mar de corrupção que prejudica a imagem de Brasília, que deveria ser respeitada e amada como capital de todos os brasileiros”. Em todas as oportunidades, Magela chamou também a atenção dos petistas sobre outro fato significativo nas próximas eleições: a necessidade de assegurar ao partido o terceiro mandato consecutivo na Presidência da República. “Antigamente, nossa prioridade era eleger o Lula, quebrando todos os paradigmas, ao colocar no Palácio do Planalto um trabalhador, nordestino, sem nível superior, que promoveu uma verdadeira revolução no País, com uma atuação reconhecida no Brasil e no exterior”, acrescentou. “Agora precisamos superar mais um paradigma: eleger Dilma Rousseff a primeira presidente do Brasil”. |