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Brasília

Você sabia?

Servidores públicos foram beneficiados com o trabalho do deputado Magela

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Entrevista

FICHA LIMPA 

Certidão de nada consta emitida pelo Tribunal Regional Federal  

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Defensor do projeto que proíbe candidaturas de pessoas condenadas pela Justiça, Magela comemorou a aprovação do ficha limpa. “Precisávamos melhorar a política brasileira e esse projeto vai contribuir para isso”, disse. Nesta entrevista, o deputado comenta a decisão do TSE, que impõe condições mais rígidas para o registro de candidaturas.

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O mandato

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Magela é pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores. Em 2006 ganhou a confiança de 87 mil eleitores e foi eleito pela 2ª vez como deputado federal. Durante todo este mandato, Magela esteve na lista dos 100 parlamentares mais influentes do Brasil, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Já no primeiro mandato como federal (1999-2002), esteve entre os "cabeças" do Congresso Nacional por três vezes consecutivas.

Em 2008 coordenou a bancada do Distrito Federal no Congresso Nacional. Em 2009, Magela foi nomeado relator-geral da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) para o período de 2010. Além disso, assumiu em 2009 a presidência da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura no Congresso Nacional. Magela é ainda membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) e membro suplente da Comissão de Finanças e Tributação (CFT). 

Geraldo Magela Pereira nasceu em Patos de Minas (MG), em 26 de dezembro de 1956. Ainda na infância, viveu momentos difíceis após a morte do pai, que deixou uma família de nove filhos. Aos 10 anos de idade, Magela teve que começar a trabalhar para contribuir com o sustento da casa. Apesar da tristeza da perda e do peso das novas responsabilidades, essa experiência fez Magela conhecer a importância do trabalho. Entre outras atividades, foi aprendiz de sapateiro, entregador de pão, engraxate e auxiliar de escritório.

Mesmo diante de todas as dificuldades, conseguiu conciliar o trabalho e os estudos e, em 1976, foi aprovado no concurso do Banco do Brasil e passou a ser bancário, profissão que o levou a trilhar muitos outros caminhos e que lhe abriu as portas da vida pública.

No final da década de 70, Magela foi transferido para Brasília e, em pouco tempo, já estava envolvido com o movimento sindical e com a defesa dos direitos da categoria. Anos depois, participou da criação da Central Única dos Trabalhadores.

Em 1980, tornou-se membro-fundador do Partido dos Trabalhadores e passou a atuar em novas esferas. Sua dedicação às causas trabalhistas lhe conferiu representatividade cada vez maior dentro do PT e seu nome passou a ser uma referência para os companheiros. Entre as muitas funções que já desempenhou no partido, Magela fez parte da Executiva Nacional, foi presidente do diretório regional, líder da bancada distrital, tesoureiro e secretário-geral nacional.

Em 1990, o Distrito Federal escolheu, pela primeira vez, seus representantes para o Governo e para a Câmara Legislativa. Magela, eleito com quase seis mil votos, foi um dos pioneiros da política local e fez parte do grupo de deputados distritais que criou a Lei Orgânica do DF. Em 1994, foi reeleito com mais de 13 mil votos. Entre 95 e 96, foi presidente da Câmara e, por um curto período, assumiu o governo interinamente. Como presidente, Magela abriu as portas da Câmara Distrital para a comunidade, promoveu sessões externas em várias regiões administrativas, criou programas de participação popular e, além disso, aprovou o Código de Ética e Decoro Parlamentar. Em 97, licenciou-se para ser nomeado Secretário de Habitação.

Em 1998, foi eleito deputado federal com mais de 55 mil votos. Em seu primeiro discurso, Magela propôs o fim da imunidade parlamentar. Também propôs o voto facultativo e aprovou a emenda que proíbe os cartórios de cobrarem pela emissão de certidões de nascimento e óbito. Foi vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, fundador da UNALE - União Nacional dos Legislativos Estaduais e presidente da COPA - Confederação Parlamentar das Américas. Sua dedicação e compromisso com o mandato, que lhe foi concedido pelos eleitores do Distrito Federal, fez com que se destacasse na Câmara dos Deputados, sendo apontado em três pesquisas diferentes (DataFolha, Jornal Valor e Diap) como um dos cem líderes do Congresso Nacional por dois anos consecutivos.

Em 2002, disputou o GDF e enfrentou as velhas oligarquias locais e as elites políticas da capital. A eleição daquele ano ficou na memória do DF e do Brasil. Urnas fraudadas e crimes eleitorais de quase todos os tipos foram as armas de seu adversário para evitar que o petista Geraldo Magela, uma das maiores lideranças populares que o Distrito Federal já conheceu, vencesse a eleição. Mesmo fazendo uso de tantos recursos escusos, a diferença entre os dois candidatos não ultrapassou 1% dos votos válidos.

Em 2006, Magela deu a volta por cima e foi novamente eleito para a Câmara dos Deputados com mais de 87 mil votos.


 

 
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Voto facultativo: "Todos devem votar, mas não obrigados"
 
 

Áudio

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 Magela fala à Radio Gazeta das suas pretensões políticas para 2010 e comenta decisão do TSE sobre o Ficha Limpa

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