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Brasília

Cultura
Lula destaca importância de democratizar a cultura Imprimir E-mail
28 de julho de 2009 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a democratização da cultura, em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente. Lula afirmou que é extremamente importante a cultura estar ao alcance do povo. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, também participou do programa.

Na semana passada o governo enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional que cria o Vale-Cultura, com valor nominal de R$ 50. Durante o programa, Lula explicou o objetivo do Vale-Cultura, que é criar possibilidades para que as pessoas mais pobres tenham acesso a atividades culturais, a livros e DVDs.

Juca Ferreira destacou que a iniciativa deve permitir que um número entre 12 e 14 milhões de brasileiros comece a frequentar cinemas, teatros, tenha a possibilidade de comprar CDs, s e livros. Segundo o ministro, o funcionamento é muito simples e muito semelhante ao Vale-Refeição. “Só que em vez de alimentar o estômago vai alimentar o espírito”, disse.

O ministro lamentou que o país viva em um apartheid cultural. “O número de brasileiros que tem acesso à cultura é muito pequeno, nunca chega a 20%. A única exceção é a TV aberta”

Juca Ferreira lembrou que apenas 14% dos brasileiros vão ao cinema uma vez por mês com alguma regularidade, 96% dos brasileiros nunca entraram num museu, 78% da população nunca viram um espetáculo de dança, 93% nunca foram a uma exposição de arte.

“Ou seja, a gente até hoje nesses 500 anos de Brasil, não conseguiu integrar a população brasileira na cultura”.

Lula afirmou que, além de trabalhar, constituir família e cuidar dela, o povo precisa ter acesso à cultura. Para ele, a cultura tem que estar ao alcance de todos e o cidadão que mora na periferia a duas horas de ônibus do centro de uma capital não deveria pagar dois ônibus para ir ao cinema, por exemplo.

“É o cinema que tem que estar mais próximo dele, é o teatro que tem que estar mais próximo dele”.

O presidente deixou claro ainda que esse é apenas o primeiro passo, pois espera se unir aos prefeitos, governadores e empresários para levar atividades culturais à periferia mais “longínqua, onde as pessoas estão, a possibilidade de acesso ao conhecimento cultural”.

Agência Brasil

 
Mercado cultural brasileiro terá índice de preços específico Imprimir E-mail
28 de julho de 2009 

Em parceria com o Ministério da Cultura, a Fundação Getulio Vargas está desenvolvendo um índice de preços específico que dará uma visão mais aprofundada ao governo do mercado cultural brasileiro.

“É um mercado que você não tem estatísticas confiáveis sobre ele”, afirmou à Agência Brasil, o editor da revista Conjuntura Econômica, da FGV, Cláudio Conceição.

A expectativa é que o novo índice seja divulgado em setembro próximo. Ele vai abranger preços de atividades e produtos ligados à cultura, como cinema, teatro, circo, livros.

“A idéia básica é balizar os projetos que chegam à Lei Rouanet”, disse Cláudio Conceição. Segundo ele, as pessoas encarregadas de analisar e aprovar os projetos que buscam patrocínio federal por meio da Lei Rouanet não têm muita noção do custo de vários itens incluídos em projetos culturais. O novo indicador de preços da FGV servirá para ajudá-los nessa tarefa.

Uma viagem de barco na Amazônia para a produção de um documentário sobre populações ribeirinhas, por exemplo, não tem um parâmetro estabelecido, citou.

“Então, a gente vai desenvolver um índice mais geral e depois vai começar a segmentar”.

A partir do índice, os analistas terão mais elementos para verificar se os custos dos projetos estão corretos e se determinados gastos apresentados devem ou não ser cortados.

A cultura vem crescendo no Brasil e ganhando qualidade nos últimos anos, mas ainda não existem estudos sobre o que ela representa na formação do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país.

Agência Brasil